O descarte incorreto de lixo nas comunidades rurais de Pará de Minas vai muito além dos desafios enfrentados pelos garis. Os moradores também relatam problemas para destinar o lixo doméstico, especialmente em regiões onde os pontos de coleta são insuficientes para atender a demanda.
A situação foi denunciada por uma moradora da região da LMG-818, no entorno do Assentamento Fazenda Limeira e da Fazenda Olhos D’Água. Clélia Helena Marioto chegou a levar sacos de lixo até a sede da Câmara Municipal, como forma de chamar atenção para o problema.
Ela informou que mais de duzentas pessoas circulam diariamente pela região e os locais atualmente disponibilizados não conseguem atender toda a necessidade da comunidade.
O caminhão de coleta passa semanalmente por lá, mas o número reduzido de áreas destinadas ao descarte obriga muitas pessoas a percorrer longas distâncias para deixar os resíduos. E ainda segundo Clélia, o problema é agravado ao longo das estradas pelo descarte impróprio de moradores de outras comunidades:
Ela disse também que a sujeira pode ser vista inclusive perto dos cursos d’água e em outras áreas de grande circulação de moradores. Além do impacto visual e ambiental, existem problemas relacionados à proliferação de animais peçonhentos e até acidentes de trânsito, causados por motoristas que precisam desviar dos resíduos descartados às margens da pista.
Clélia chegou a procurar a Engesp e foi informada que a empresa teria condições operacionais de ampliar o atendimento para diversos pontos ao longo da comunidade rural.
Ela também apresentou reclamações junto à Prefeitura e à Câmara Municipal, assim como nos órgãos ambientais, cobrando providências e educação ambiental para conscientizar a população sobre a destinação correte dos resíduos.
Fotos: Arquivo Pessoal/Clélia e Ilustrativa Engesp