Acusado do assassinato da jovem estudante Vanessa Lara, em fevereiro deste ano, Ítalo Jefferson da Silva será mesmo julgado pelo Tribunal do Júri. A sentença foi proferida ontem pela Vara Única da Comarca de Juatuba.
Na mesma decisão, a juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo, manteve a prisão preventiva do acusado, impossibilitando que ele aguarde o julgamento em liberdade.
Na fundamentação sobre a permanência do réu na prisão, a magistrada apontou elementos que justificam a medida. E por se tratar de crimes de natureza grave a ação tramita em segredo de justiça.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais enquadrou o réu nos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver. Ainda não há previsão de data para realização do Tribunal do Júri.
Limpeza e iluminação do local do crime
O caso Vanessa Lara também está repercutindo na região por outro motivo. É que só agora, depois de quase cinco meses do crime, o local onde a jovem foi brutalmente assassinada recebeu devida atenção para garantir a segurança dos frequentadores.
Trata-se do espaço aberto, da valeta e da guarita às margens da BR262, em Juatuba, locais que eram tomados pelo mato, e colocavam em risco a passagem e permanência dos cidadãos.
Depois de receber capina e limpeza adequada recentemente, a área foi iluminada no final de junho. Vanessa Lara foi abusada e morta no dia 9 de fevereiro, após deixar o trabalho no Sistema Nacional de Emprego (Sine), localizado no centro de Juatuba.
Foto: Reprodução Redes Sociais.