A determinação do prefeito Inácio Franco para que um ou dois agentes da Guarda Municipal permaneçam na porta da Prefeitura de Pará de Minas durante todo o expediente, tem dividido opiniões na cidade.
Enquanto uns consideram a iniciativa importante, levando-se em consideração o fato de se tratar de uma repartição pública, a maioria avalia a medida como desnecessária e exagerada, já que nem a rede bancária de Pará de Minas conta com tanto reforço, uma vez que as agências possuem apenas um vigilante.
Além disso, o município tem várias áreas de risco e os agentes poderiam focar mais o trabalho nelas, ao invés de permanecer em um espaço central, que fica a poucos metros da Delegacia de Polícia.
A novidade também já chamou atenção da Câmara Municipal, onde alguns vereadores consideram desnecessária a presença constante dos agentes na porta da prefeitura, sem falar que uma ou duas viaturas também estão permanecendo no local.
Os vereadores que se manifestaram não se posicionam contrários à vigilância do prédio, mas a consideram exagerada. Também pesa nas críticas o fato da Guarda Municipal estar com efetivo reduzido diante do crescimento da demanda.
Dos 43 agentes empossados na instalação da GCM, em maio de 2023, dez já não prestam mais serviços. Oito pediram desligamento, um foi demitido e outro foi cedido para o Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil. Portanto, somente 33 estão atuando em suas funções.
Este é o menor número no comparativo com cidades da região. Itaúna possui 35 e já anunciou para breve o aumento do efetivo, enquanto Nova Serrana trabalha com 56 agentes.
O Jornal da Manhã solicitou informações da prefeitura, mas a resposta não foi enviada. O espaço continua aberto.
Foto: Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM