A Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Ambiental, voltou a reforçar o alerta epidemiológico de febre amarela, emitido pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEV Minas).
A medida foi motivada pela confirmação de casos da doença na região Noroeste do estado e o alerta chega para evitar que o vírus avance para outras regiões.
Embora não haja casos confirmados da doença em humanos, os macacos funcionam como importantes sentinelas da circulação do vírus. Entre 2024 e 2025, Minas Gerais confirmou 15 casos de febre amarela em pessoas, sendo que cinco evoluíram para óbito.
O coordenador de Vigilância, Douglas Duarte, chama atenção para o fato dos macacos serem importantes aliados da saúde pública e explicou como é realizado o trabalho de monitoramento e coleta dos animais para investigação.
Outro ponto de atenção é a prevenção. A febre amarela é transmitida por mosquitos infectados e pode provocar desde sintomas leves até quadros graves. Nas áreas de mata, o uso de repelentes, roupas adequadas e telas de proteção ajuda a reduzir o risco de exposição aos mosquitos transmissores.
Já na área urbana, embora não haja registros recentes de transmissão, o Aedes aegypti também pode atuar como vetor da doença.
A responsável pelo setor de imunização, Juliana Viana, destacou que a vacina continua sendo a forma mais eficaz de prevenção, explicou como funciona o esquema vacinal e alertou para a baixa cobertura registrada no município.
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é para que toda a população revise a caderneta de vacinação e confirme se já recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a febre amarela.
Quem não possui comprovação deve procurar uma das 24 salas de vacinação do município, onde o imunizante está disponível gratuitamente. A meta é ampliar a cobertura vacinal e garantir proteção coletiva contra a doença.
Foto: Prefeitura Municipal de Pará de Minas