Em meio à crise das síndromes respiratórias, o que tem chamado atenção dos especialistas é a baixa procura pelas vacinas. De um lado, o aumento dos casos de influenza e outras doenças, do outro a queda na cobertura vacinal que tem deixado uma parcela maior da população vulnerável às infecções, favorecendo a circulação dos vírus e o aumento das internações.
O alerta ganhou ainda mais força em Pará de Minas após os casos envolvendo diversas crianças, sendo que algumas delas chegaram a necessitar de UTI.
Médicos lamentam o crescimento do número de casos e, principalmente, o atual cenário de desinformação em torno das vacinas. Falando ao Jornal da Manhã, o pneumologista Werner Coppato reforçou que a imunização continua sendo a principal ferramenta na prevenção dos casos de síndromes respiratórias agudas graves.
O médico também comentou o receio de muitas pessoas com as vacinas e lamentou a crença sobre os efeitos adversos, motivo que tem comprometido bastante a imunização de públicos sensíveis, caso dos idosos e das crianças.
Ele afirma que os imunizantes são seguros e muito mais eficazes do que enfrentar as complicações provocadas pelas doenças.
E para quem tem crianças em casa, o alerta vai para a necessidade dos pais manterem em dia a vacinação infantil:
Quanto maior o número de pessoas imunizadas, menor é a circulação dos vírus, reduzindo o risco de transmissão principalmente para quem possui baixa imunidade.
Para os especialistas, recuperar a cobertura vacinal é um dos principais desafios da saúde pública neste momento. A orientação é que a população procure as unidades de saúde para verificar a situação do cartão de vacinação, mantenha em dia todas as doses recomendadas, para reduzir o risco de complicações e ajudar a conter o avanço das doenças respiratórias.
Fotos: Ana Luiza/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa Prefeitura Municipal de Pará de Minas