O atendimento na saúde pública de Pará de Minas continua gerando reclamações na população e também na Câmara Municipal.
As demandas chegam diariamente aos vereadores, focadas principalmente na demora de consultas com especialistas, dificuldades no atendimento nas unidades básicas de saúde e na sobrecarga da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Como representantes mais próximos da comunidade, os vereadores afirmam que recebem cobranças constantes dos moradores, mesmo reconhecendo que a responsabilidade pela execução das políticas públicas é da prefeitura.
O vereador Marcílio Souza lamenta a realidade e diz que não entende os maus resultados, tendo em vista que os recursos destinados ao setor são semelhantes aos da gestão anterior:
Marcílio ainda reconheceu que, diante da demora, muitos pacientes acabam recorrendo à UPA, o que contribui para aumentar ainda mais a demanda da unidade e cria um ciclo de sobrecarga em toda a rede municipal.
Segundo ele, embora seja impossível solucionar todos os problemas imediatamente, muitas dificuldades poderiam ser minimizadas com medidas de gestão e planejamento. Além disso, é preciso que a população saiba diferenciar as competências do executivo e do legislativo.
A Secretaria Municipal de Saúde reconhece que o maior desafio atualmente está na escassez de médicos especialistas, realidade que também afeta a rede privada. A pasta reafirmou que aposta na implantação do sistema de telemedicina para reduzir o tempo de espera.
A secretaria afirmou também que todas as unidades básicas de saúde (UBS) mantêm 40% das vagas diárias destinadas aos atendimentos de demanda espontânea, buscando ampliar o acesso da população aos serviços.
Foto: Arquivo Jornalismo/Rádio Santa Cruz FM