Acabou o sossego dos moradores e comerciantes da Praça Padre José Pereira Coelho e da Rua Delfim Moreira, no centro de Pará de Minas. Depois de um curto período de ausência, eles voltaram a enfrentar o incômodo causado pelos moradores de rua.
O problema em questão não está na presença deles e sim na conduta da maioria, que usa as praças para suas necessidades fisiológicas, além de preparar a comida e também para dormir, inclusive na porta das lojas.
O cheiro de urina e de fezes é sentido de longe, e tem sido motivo de reclamações dos pedestres também. Até as crianças que passam por lá acompanhadas de seus pais se mostram assustadas com a situação, quase sempre perguntando se não receberam educação em casa.
Para os lojistas a situação é pior, porque eles são obrigados a manter as portas abertas o dia todo à mercê do cenário inapropriado das praças. Este comerciante não esconde sua frustração e cobra ação urgente das autoridades:
Já esta comerciante tem encontrado dificuldade até mesmo para abrir a loja, porque vários andarilhos têm ocupado a entrada:
As reclamações já chegaram ao Centro Pop, órgão responsável pelas políticas de assistência social direcionadas aos moradores de rua, oferecendo acolhimento, orientação e garantindo os direitos deles.
A coordenadora Marina Saraiva está mobilizando, inclusive, outros órgãos da assistência social na expectativa de minimizar o problema, caso não seja possível resolvê-lo em definitivo. Ela lembra, no entanto, que a retirada de local por si só não funciona:
Embora haja moradores de rua vivendo em outras áreas de Pará de Minas, neste momento o maior problema está sendo registrado no centro da cidade, exatamente na chamada Praça da Matriz e na rua Delfim Moreira.