O brilho das telas, notificações incessantes no celular e a ilusão do lucro fácil na ponta dos dedos estão viciando milhões de pessoas nas apostas esportivas e nos jogos de azar online, que são as populares bets.
E como qualquer vício, ele traz malefícios tanto para o bolso quanto para a saúde mental de seus apostadores. O diagnóstico para o comportamento compulsivo em jogos é a ludopatia, condição reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com efeitos comparados à dependência química.
Em Pará de Minas o número de pessoas que utilizam essas plataformas em busca de dinheiro fácil também é grande, assim como o volume de pacientes frustrados com as perdas constantes no jogo, que acabam desenvolvendo sérios problemas de saúde.
O alerta vem da psicóloga Rayane Couto, responsável pela rede psicossocial da Secretaria de Saúde de Pará de Minas. Atenta às estatísticas ela lamenta que o reflexo das bets tenha ultrapassado a saúde mental do apostador, comprometendo famílias inteiras:
Rayane percebeu que depois da Copa do Mundo o número de pessoas envolvidas com as bets aumentou bastante, devido à divulgação em massa das plataformas.
O reflexo desse sofrimento é percebido nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). O enfermeiro Alisson Soares destaca o perfil dos pacientes que têm buscado ajuda:
Alisson chama atenção para a necessidade de o indivíduo reconhecer sua dependência e buscar ajuda especializada, para que seja possível uma recuperação de forma saudável.
Os funcionários da Rede Psicossocial de Pará de Minas já passaram por treinamento para acompanhamento desses casos e estão à disposição nos três Caps e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.
Fotos: Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa reprodução Jan Vašek por Pixabay