Por muitos anos, uma pessoa solteira no mundo era vista como fora do padrão, porque a sociedade insistia que o ser humano não nasceu para ficar sozinho.
Mas hoje, felizmente, o conceito é outro. Tanto é verdade que a grande maioria das pessoas se sente bem assim e o Brasil é um exemplo. Os solteiros já representam 48% da população e esse percentual equivale a 81 milhões de pessoas.
O número é um retrato que reflete mudanças profundas na forma de se construir relações, organizar a rotina e buscar a felicidade. Se antes a solteirice era associada à solidão ou ao fracasso amoroso, hoje ela ganha novos significados.
E eles passam pela autonomia, as amizades, a liberdade de escolha e mais projetos pessoais. Para os homens nunca foi estigma ser solteiro, enquanto as mulheres eram vistas como ‘encalhadas’.
Ainda bem que esse preconceito diminuiu, porque os tempos atuais são de muita liberdade para as mulheres também. O Jornal da Manhã conversou com a psicóloga Ana Gabriela Barbosa Araújo sobre o assunto e ela foi direta na afirmação – estar solteiro não é problema. A verdadeira questão é estar acompanhado e ainda assim se sentir invisível:
Segundo Ana Gabriela, a dica de ouro é não depender do outro para se sentir realizado:
Vale lembrar também que existe diferença entre solidão e solitude. Para quem ainda não sabe definir bem, solitude é a capacidade de aproveitar a própria companhia, de sentir prazer em estar consigo mesmo e de entender que a felicidade não depende da presença constante de outra pessoa. E a solidão aparece quando existe desconexão emocional.
Os especialistas afirmam que talvez o Dia do Solteiro devesse lembrar de algo muito mais importante do que encontrar alguém – o aprendizado da construção de uma boa relação consigo mesmo, porque as pessoas que têm medo da própria companhia costumam aceitar qualquer companhia.
Fotos: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa reprodução gerada por IA