A vereadora Márcia Marzagão está só aguardando publicações oficiais para complementar a documentação que ela pretende apresentar ao Tribunal de Contas de Minas Gerais, com denúncias sobre a Câmara Municipal de Pará de Minas.
O problema está na campanha publicitária, de meses atrás, sobre a Procuradoria da Mulher, onde foram investidos mais de R$84 mil. Além do gasto abusivo, ela está questionando o direcionamento da campanha que, na sua avaliação, teve foco na promoção da imagem da procuradora, que é a vereadora Irene Melo Franco.
Ela também pretende denunciar o fato da Procuradoria da Mulher ter sido tratada, desde o início, como um órgão da Câmara, o que não é verdade, e que para solucionar a má interpretação, o Legislativo até chegou a aprovar recentemente um projeto resolução com novo texto.
A vereadora também pretende oficializar outras denúncias, junto ao Tribunal de Contas, voltadas para gastos que ela considera absurdos, por ferirem a lei municipal de acolhimento.
Já o presidente da Câmara Municipal, Geraldinho Cuica, disse que respeita a decisão da vereadora em levar o caso ao Tribunal de Contas, mas está com a consciência muito tranquila, porque a campanha foi realizada de forma legal.
Ele até lembrou que no ano passado a Câmara realizou duas campanhas de peso – uma sobre leis e outra sobre vacinação – e elas custaram R$190 mil.
Isso mostra que o investimento mais recente, na divulgação do papel da Procuradoria, não fugiu dos padrões, ainda mais levando em consideração que ela surgiu após dois feminicídios que chocaram a população de Pará de Minas.
Na avaliação de Geraldinho Cuica, a origem da polêmica que está sendo criada pela vereadora é pessoal:
O presidente também discordou da afirmação de que a Procuradoria da Mulher não poderia ser considerada um órgão da Câmara. Disse ainda que está preparado para responder a todos os questionamentos do Tribunal de Contas.