Os estudos para a recuperação do Lago Azul já estão em andamento. É o que garante o secretário de Agronegócio, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Pará de Minas, Kenede Reis.
A represa, localizada no distrito de Carioca, vive atualmente uma situação crítica, com grande parte do espelho d’água tomada por aguapés e taboas. O local agora começa a ser alvo de estudos para definir os caminhos da recuperação ambiental.
O dimensionamento do lago já começou e deverá ajudar a estabelecer quais equipamentos, métodos e etapas serão necessários para recuperar a área. A proposta é que a intervenção seja baseada em informações técnicas e não apenas em soluções imediatas.
De acordo com Kenede, o município iniciou os primeiros levantamentos e busca construir uma parceria com a Defesa Civil e a Secretaria de Meio Ambiente, de Conceição do Pará, para definir as medidas necessárias.
O material orgânico despejado no Rio São João é apontado como um dos fatores que contribuíram para a proliferação da vegetação dentro da represa. A situação se agravou ao longo dos anos e, atualmente, a quantidade de plantas impede até mesmo a utilização do lago para atividades como criação de peixes.
Imagens obtidas por mapas e drones ajudam a dimensionar o problema e mostram a extensão da vegetação sobre a área. Kenede Reis também ressaltou a dimensão do Lago Azul e a necessidade de um planejamento cuidadoso antes de qualquer intervenção no local.
Os problemas relacionados ao Lago Azul são antigos. Há mais de dez anos, a represa sofre com a poluição associada ao Rio São João e com o avanço da degradação ambiental. Uma enchente registrada em 2018 chegou a levar parte dos aguapés, mas as taboas e outras gramíneas, de raízes mais resistentes, permaneceram. A expectativa é de que em alguns anos, a represa possa ser novamente um cartão postal da região.