O clima entre os vereadores Léo Xavier e Délio Alves voltou a ficar tenso, depois de mais uma discussão na Câmara Municipal de Pará de Minas.
Meses atrás os dois se desentenderam por causa da polêmica emenda impositiva, que nem chegou a ser votada, e a mobilização em favor da cessão do imóvel do DER, no final da avenida Presidente Vargas, para a Secretaria Municipal de Obras.
Desta vez, o pivô da discussão foi o influenciador e candidato a deputado estadual Tiago Verli que, dias atrás, colocou uma cruz e despejou um balde de tinta vermelha na porta da UPA, em protesto à morte da artesã Vanessa Buenos.
Délio criticou a atitude, enquanto Léo apoiou, sob o argumento de que eles eram amigos, e a partir daí os dois passaram a discutir. Acontece que as divergências não ficaram no plenário e as discussões do passado foram retomadas.
Ao Jornal da Manhã, Léo Xavier disse que não aceita desaforos e muito menos a conduta de Délio em colocar integrantes de sua família no meio das discussões políticas:
Léo Xavier deixou claro que a sua expectativa é que o vereador Délio não aja mais intempestivamente:
O vereador também afirmou que não aceita ser chamado de vagabundo, até mesmo porque não depende da política para viver. Sempre trabalhou por conta própria, exercendo várias atividades, desde a adolescência.
Já o vereador Délio Alves se mostrou surpreso em saber que Léo está levando o caso adiante, rendendo discussões que ele considera desnecessárias.
Ele garante que nunca ofendeu qualquer familiar de Léo Xavier. Ao contrário, tem tanta admiração por eles que até os colocou na galeria dos benfeitores da cidade.
Délio aproveitou para pedir desculpas à sociedade, por discussões que não trazem benefícios à coletividade, mas pede respeito:
Diante do comportamento de Léo Xavier, o vereador chega a suspeitar até de influências políticas:
As discussões entre os dois vereadores chegou a tal ponto, em 2025, que Léo Xavier levou o caso à Justiça, cobrando de Délio uma indenização.