A Câmara Municipal de Pará de Minas vai enviar ofício ao governador de Minas Gerais, Mateus Simões, solicitando a permanência da paraminense Tânia de Moura Morato à frente da Superintendência Regional de Ensino.
Ela foi exonerada do cargo na última terça-feira (15), juntamente com outras cinco superintendentes de ensino. O desligamento aconteceu por meio de uma publicação no Diário Oficial de Minas Gerais, mas antes disso os profissionais receberam telefonemas da Secretaria de Estado de Educação, comunicando a decisão.
A exoneração de Tânia Morato está repercutindo muito, não só em Pará de Minas como nos municípios subordinados à superintendência local. O profissionalismo dela é reconhecido dentro e fora da área educacional.
O Jornal da Manhã também apurou que, além da Câmara de Pará de Minas, outras forças políticas estão se mobilizando na tentativa de tornar sem efeito a exoneração dela.
Dos 17 vereadores, apenas três não assinaram o ofício que será encaminhado hoje ao governador – Cristiano do Grão Pará, Dinei Calha e Léo Xavier. A justificativa deles foi que o assunto é de competência exclusiva do chefe de estado.
O Jornal da Manhã solicitou um posicionamento da Secretaria de Estado e ela foi sucinta na resposta, enviando uma nota de poucas linhas: “O cargo é de livre exoneração e nomeação”.
Nos bastidores, o JM ouviu que a exoneração de Tânia Morato e dos outros quatro superintendentes foi política, abrindo espaço para que o Governo de Minas preencha os cargos, neste momento, com finalidade eleitoreira.
Na Superintendência de Ensino de Pará de Minas, o JM apurou que todos os funcionários lamentaram a exoneração, inclusive publicaram uma nota de repúdio nas redes sociais, classificando como injusta, inesperada e desprovida de qualquer justificativa plausível.
O protesto deles, ainda segundo a nota, também afirmou que decisões dessa natureza devem ser pautadas pela transparência, o respeito e o reconhecimento do trabalho desenvolvido. E que a educação pública precisa valorizar profissionais comprometidos com a qualidade do ensino e com o atendimento às necessidades dos estudantes, escolas e servidores. Tânia Morato exerceu o cargo entre 2003 e 2015 e a partir de 2019.
O JM apurou, ainda, nos meios políticos, que das seis exonerações publicadas no Diário Oficial de Minas Gerais, duas foram revertidas e esta é também a expectativa local.
Foto: Arquivo Jornalismo/Rádio Santa Cruz FM