Com o aumento das temperaturas, quem não gosta de uma limonada, uma caipirinha e tantas outras bebidas com limão? O problema é que, neste momento, colocar a fruta no carrinho de compras está custando mais caro.
Os números mostram o tamanho da mudança no mercado. Nos últimos três meses, o preço do limão subiu 131%. Em abril, o quilo chegou a ser comercializado por R$2,21. No início de setembro, atingiu R$8,88 e mais recentemente estava em R$8,50 o quilo.
Em alguns hortifrutis de Pará de Minas, o quilo do limão já passou de R$12,00, enquanto em outros está custando R$9,98. A alta tem relação com um conjunto de fatores que começa no campo e chega às bancas.
O limão passa por um período de entressafra, quando a produção é menor que a procura. As condições climáticas também entram nessa conta. Chuvas fora de época e períodos de calor intenso interferiram na produção ao longo deste ano, reduzindo a oferta em determinados momentos.
O cenário ajuda a explicar por que o consumidor encontra hoje um preço bem diferente daquele praticado há alguns meses. O bolso reclama, mas a procura continua, segundo afirmam os comerciantes do ramo.
Entre eles está Graziele Gonçalves de Faria, do Sacolão Hortminas. Ela explica que o consumidor ainda leva o limão para casa, principalmente pela quantidade de usos que ele tem no dia a dia, assim como outros legumes indispensáveis à mesa.
O cenário vai mudar? Sim, nos próximos meses. A expectativa é de aumento gradual da oferta de limão com a chegada da safra e o avanço da colheita. A maior entrada da fruta no mercado está prevista a partir de outubro, mas com intensificação mesmo entre novembro e o início de dezembro, aliviando a pressão sobre os preços.
Minas Gerais ocupa a segunda posição entre os maiores produtores de limão do país, atrás apenas de São Paulo. Na última safra, o estado produziu 96 mil 570 toneladas da fruta, com destaque para municípios como Jaíba, Matias Cardoso, Iturama, Botelhos e São Gotardo.
Fotos: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM