O atraso no FGTS dos trabalhadores do SAMU Centro-Oeste tem gerado impasses em toda a região e a diretoria aponta para crise financeira no serviço.
O assunto surgiu a partir de denúncias dos profissionais que trabalham em Pará de Minas, relatando atraso nos depósitos do FGTS há cerca de um ano e meio.
A insatisfação da categoria vem acompanhada da falta de reajustes salariais e de atualização nos vencimentos da equipe médica, situação que seria regularizada em agosto, mas que não aconteceu.
O cenário é preocupante, devido à importância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e o medo da população é que essa insatisfação possa interromper a assistência à população.
O diretor executivo do CIS-URG Oeste, José Márcio Zanardi, explica que a situação é reflexo de uma crise orçamentária, uma vez que os repasses dos governos federal e estadual estão defasados há mais de quatro anos e já não cobrem os custos reais da operação.
Para se ter ideia da defasagem, José Márcio informou que uma Unidade de Suporte Avançado custa cerca de R$270 mil por mês, enquanto o repasse da União para este fim é de cerca de R$50 mil.
No entanto, mesmo com esta dificuldade, ele garante que nenhum trabalhador terá prejuízo. A expectativa do CIS-URG é alinhar novas estratégias para regularização dos depósitos do FGTS a partir de janeiro de 2027.
Foto: Prefeitura Municipal de Pará de Minas