A Prefeitura de Pará de Minas recebeu uma multa de R$ 130.272,75 após uma fiscalização da Polícia Militar de Meio Ambiente identificar irregularidades no aterro localizado na estrada de acesso à comunidade de Gorduras.
A vistoria encontrou uma variedade de materiais que não estariam autorizados para descarte, além de pontos onde havia sinais de queima de resíduos. Foram encontrados sacos de lixo, embalagens plásticas, copos e outros materiais de origem domiciliar e urbana.
A lista inclui ainda sofá, partes de móveis, eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e pneus. Também havia restos de poda e materiais de construção e demolição, como tijolos, blocos, concreto, argamassa, cerâmicos e madeira.
A área possui uma Licença Ambiental Simplificada, válida até março de 2032, mas, segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, o documento autoriza o funcionamento de aterro para resíduos não perigosos e não permite o recebimento de resíduos sólidos urbanos e da construção civil.
A situação chegou ao conhecimento das autoridades depois de uma denúncia sobre o local, que também ganhou repercussão nas redes sociais com vídeos mostrando a situação. O vereador Léo Xavier, que acompanhou o caso de perto deu mais detalhes:
Para o parlamentar, o caso chama atenção para a necessidade de respeitar a finalidade para a qual o espaço foi autorizado, evitando que o descarte inadequado provoque novos impactos ambientais.
Diante das irregularidades encontradas, a Polícia Militar de Meio Ambiente aplicou a multa e determinou a suspensão das atividades relacionadas às infrações até que a situação seja regularizada junto ao órgão ambiental competente.
A Prefeitura de Pará de Minas informou que vai recorrer do auto de infração e que a situação do aterro em Gorduras já foi regularizada. Segundo o Executivo, atualmente, somente os resíduos autorizados pela licença ambiental estão sendo destinados ao local.
A administração municipal também informou que adotou medidas mais rígidas para controlar o acesso ao aterro e evitar que materiais irregulares voltem a ser descartados na área.
Fotos: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM e Arquivo Pessoal/Vereador Léo Xavier