A presidente da APAE de Pará de Minas, Marli Helena Duarte Silva, recebeu com muita consternação a derrota de Daniel Barbosa nas eleições deste ano. A expectativa era que o candidato a deputado federal conseguisse uma votação mais expressiva, especialmente diante da mobilização promovida por dirigentes das APAEs para destacar a importância de um representante no Congresso Nacional.
Para ela, o resultado eleitoral deixa uma preocupação sobre os próximos anos, principalmente porque o movimento já contou, por muito tempo, com a atuação de Eduardo Barbosa.
Ao analisar os fatores que podem ter contribuído para o resultado, Marli aponta a grande quantidade de candidatos, o peso das redes sociais nas campanhas e o distanciamento de parte da comunidade em relação à história do movimento apaeano.
Segundo ela, apesar de Daniel ter percorrido mais de 300 municípios e visitado várias APAEs durante a campanha, nem todos os profissionais que ingressaram recentemente na rede e os familiares atendidos conhecem a trajetória e a importância da coordenação nacional dessas instituições.
Na avaliação da presidente, a ausência de um representante diretamente ligado à causa das APAEs pode dificultar a articulação de demandas em Brasília, deixando a instituição ainda mais vulnerável.
De acordo com Marli, a atuação parlamentar é importante para defender iniciativas, buscar recursos e garantir condições para a continuidade dos atendimentos oferecidos pelas instituições. Por isso, a eleição de Daniel era vista como uma possibilidade de fortalecer essa representação.
Mesmo sem a eleição de Daniel Barbosa, Marli afirma que o movimento apaeano continuará mobilizado para defender os direitos das pessoas atendidas e buscar apoio para manter os serviços. As APAEs seguirão articulando ações e reivindicando recursos junto aos poderes públicos e a outras instituições, com o objetivo de garantir a continuidade dos atendimentos oferecidos às pessoas com deficiência e às suas famílias.
Fotos: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM