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A repercussão da escala 5x2 em Pará de Minas: maioria satisfeita, enquanto preocupação toma conta de outros

16/10/2026

A aprovação do fim da escala 6x1 deixou muitos trabalhadores animados com a perspectiva de conquistar dois dias de descanso por semana, em vez de apenas um. Para quem passa boa parte da rotina entre o trabalho e as tarefas de casa, a mudança representa a possibilidade de ter mais tempo para a família, cuidar da própria saúde e aproveitar momentos de lazer.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 foi aprovada pelo Senado Federal na quarta-feira (14), em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação. O texto prevê a adoção de uma jornada de cinco dias de trabalho para dois de descanso, sem redução salarial.

O Jornal da Manhã procurou saber o que os trabalhadores acharam da nova medida e entre as pessoas ouvidas, as mulheres destacaram especialmente os benefícios que a nova regra pode trazer para quem concilia o emprego com as responsabilidades domésticas.

Nas ruas, uma das principais expectativas é que o descanso adicional permita dividir melhor o tempo entre as obrigações profissionais e a vida pessoal. De acordo com Silésia, Vanessa e Nelson, a possibilidade de ter dois dias livres pode significar mais tempo para acompanhar a família e realizar atividades que acabam ficando em segundo plano durante a semana.

Quem já trabalha no regime 5x2 também reconhece a diferença que os dois dias de descanso podem fazer. Regina, por exemplo, conhece essa rotina e avalia positivamente a possibilidade de mais trabalhadores terem acesso a uma organização semelhante da jornada. 

No entanto, apesar da recepção positiva entre muitos trabalhadores, a proposta também levanta dúvidas. Para Elizabete, Maria do Carmo e Hugo, a preocupação é como reorganizar as equipes, manter o atendimento e absorver possíveis custos adicionais sem comprometer a atividade. 

A mudança, no entanto, não será aplicada integralmente de imediato. Depois da promulgação da emenda constitucional, prevista para os próximos dias, haverá um período de transição. 

Dois meses após a publicação, o limite semanal de trabalho cairá das atuais 44 para 42 horas, com garantia de dois dias de descanso remunerado. Após um ano e dois meses da publicação, a jornada chegará ao limite final de 40 horas semanais, mantendo o máximo de oito horas por dia e sem redução salarial.

A regra prevê que um dos dias de descanso seja preferencialmente aos domingos. Acordos ou convenções coletivas poderão estabelecer escalas diferentes da 5x2, desde que garantam, em média, dois dias de folga por semana ao longo do mês e que o trabalhador não passe uma semana inteira sem descanso. 

Setores que precisam de jornadas específicas, como saúde, transporte e segurança, poderão ter regras complementares. Também estão previstas medidas para reduzir possíveis impactos sobre microempreendedores individuais e pequenos negócios. Até a conclusão desse cronograma, portanto, a redução da jornada ocorrerá de forma gradual, conforme os prazos estabelecidos na emenda.

Foto: Eduardo Franco/Rádio Santa Cruz FM




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