O 1º Fórum Municipal de Políticas sobre Álcool e Outras Drogas de Pará de Minas marcou a apresentação do Plano Municipal de Políticas sobre álcool e outras drogas construído a partir da participação de diferentes setores da sociedade.
Realizado ontem (21), na Câmara Municipal, o encontro reuniu as contribuições levantadas ao longo de 14 pré-conferências e da 2ª Conferência Municipal, que aconteceu em julho, para definir as diretrizes da política sobre drogas no município entre 2026 e 2029.
Mais de 350 pessoas participaram do processo de construção, apresentando propostas para enfrentar um problema que ultrapassa a questão da dependência química e alcança as famílias, a saúde pública, a assistência social e a segurança.
O plano representa um compromisso para os próximos quatro anos, com a proposta de integrar diferentes setores na elaboração de respostas mais abrangentes às necessidades da população. A presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (COMAD), Neide Maria de Almeida, falou conosco:
O plano municipal prevê uma abordagem que também considere a prevenção, o acesso à informação e a oferta de alternativas para que as pessoas possam construir novas escolhas e hábitos mais saudáveis. A intenção é fortalecer uma rede de cuidado capaz de atuar antes que os problemas se agravem e de oferecer suporte tanto aos usuários quanto às famílias.
Como o tema é complexo, ele exige a necessidade de compreensão dos efeitos do uso de álcool e outras drogas para além do indivíduo.
A apresentação do plano também contou com a participação de Fabiane Rodrigues, subsecretária de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). Ela destacou a importância do planejamento para que as políticas sobre álcool e outras drogas resultem em ações efetivas.
Fabiane também chamou a atenção para a dimensão do desafio e a importância da integração de diferentes áreas na construção de respostas que não se limitem às medidas pontuais diante de números cada vez mais alarmantes.
Com a apresentação do documento, começa uma nova etapa: fazer com que as metas previstas para o período de 2026 a 2029 sejam incorporadas à rotina da administração municipal, exigindo articulação entre a prefeitura e instituições que já atuam na prevenção, no acolhimento e no acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade.