Embora a dengue concentre a maior parte das campanhas de prevenção, a chikungunya também exige atenção, aliás, muita atenção. Transmitida pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti, a doença pode provocar dores intensas nas articulações e deixar sequelas que comprometem a qualidade de vida da pessoa por meses e até anos a fio.
O novo alerta vem da Secretaria Municipal de Saúde que confirmou mais três vítimas em Pará de Minas e quatro casos em investigação.
Os primeiros sintomas costumam aparecer entre dois e 12 dias após a picada do mosquito, e podem incluir febre de início repentino, dores musculares, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele, coceira, náuseas e vômitos. Como esses sinais também podem ocorrer em outras arboviroses, a avaliação profissional é importante para diferenciar as doenças.
E o cuidado deve ser redobrado entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes, segundo a referência técnica da Vigilância Epidemiológica, Maria de Lourdes Liguori. Esses são os grupos que podem apresentar maior risco de complicações:
Ainda segundo Lourdes Liguori, a automedicação deve ser evitada, já que o tratamento depende dos sintomas apresentados e da avaliação de cada paciente. E não existe medicamento antiviral específico contra a chikungunya.
A principal forma de prevenção continua sendo o combate ao Aedes aegypti. A população deve eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada, incluindo pratos de vasos de plantas, pneus, garrafas e outros objetos expostos à chuva.
Também é importante manter calhas limpas e caixas-d’água bem vedadas, além de verificar quintais e áreas externas com frequência. A vistoria dos imóveis, feita regularmente por cada morador, ajuda a impedir a formação de criadouros e é uma medida essencial para proteger toda a comunidade.
Fotos: Prefeitura Municipal de Pará de Minas