A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9/4), a segunda fase da operação Panaceia, com o objetivo de desarticular uma estrutura criminosa responsável pela venda ilegal de medicamentos controlados em Sete Lagoas, cidades vizinhas e em Belo Horizonte.
Um esquema que envolve desde a receptação de cargas roubadas até a falsificação de receituários médicos foi revelado pela investigação, que teve início há três anos, e incluiu análises em fontes abertas, perícias, em dispositivos móveis e exames em prontuários médicos.
Os levantamentos indicam que a comercialização indiscriminada de medicamentos controlados, sem a devida retenção de receita, gerou impactos severos à saúde pública, com registros de pacientes que tiveram quadros clínicos e psíquicos gravemente agravados em decorrência do uso das substâncias adquiridas ilegalmente.
De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Ricardo Maciel Rodrigues de Sousa e Silva, os trabalhos investigativos apontam que os medicamentos comercializados eram provenientes de cargas subtraídas em outros municípios. Os produtos ficavam armazenados em imóveis estratégicos e galpões próximos à drogaria investigada.
Para simular legalidade perante os órgãos de fiscalização, o grupo utilizava receitas em branco previamente carimbadas e assinadas por um médico da cidade, as quais eram preenchidas pelos próprios funcionários do estabelecimento no ato da venda. Por determinação da Justiça, a drogaria alvo da operação teve suas atividades suspensas e foi lacrada.
Os mandados também foram cumpridos em um consultório médico, em uma clínica de emagrecimento e nas residências dos proprietários das empresas, da gerente comercial e do farmacêutico responsável. Os investigados podem responder por crimes como venda de medicamentos de procedência ignorada e organização criminosa.
Foto: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)