A Justiça decidiu manter preso o caminhoneiro que protagonizou uma perseguição policial que colocou em risco dezenas de pessoas na BR-040 e no Anel Rodoviário de Belo Horizonte. A decisão foi tomada, quando a prisão em flagrante do motorista foi convertida em prisão preventiva. Ele é investigado pelos crimes de tentativa de homicídio, desobediência e embriaguez ao volante.
Segundo o entendimento da Justiça, a gravidade da ocorrência e o comportamento do motorista demonstram que a liberdade dele representa risco à ordem pública. O caso começou depois que o caminhoneiro se envolveu em um acidente na BR-040, em Contagem. Em vez de permanecer no local, ele abandonou a carga e a carroceria do caminhão e fugiu dirigindo apenas o cavalo mecânico.
A partir daí, teve início uma perseguição que chamou a atenção de quem passava pela rodovia. Durante a fuga, o motorista percorreu vários quilômetros em alta velocidade, ignorou as ordens de parada da Polícia Militar, bateu em diversos veículos e chegou a atingir uma motocicleta, deixando um rastro de destruição.
Na tentativa de impedir a fuga, a Polícia Militar montou um bloqueio em Contagem. Mesmo assim, de acordo com as investigações, o caminhoneiro acelerou em direção às viaturas e aos policiais, colocando a vida dos militares em risco.
A perseguição só terminou quando o veículo já não tinha mais condições de continuar trafegando. No momento da abordagem, conforme o registro policial, o motorista desceu da cabine armado com uma faca e ainda tentou atacar um sargento da Polícia Militar. Para conter a agressão, os militares efetuaram disparos, atingindo o suspeito no ombro.
Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital João XXIII, onde permanece internado sob escolta policial. Por causa da internação, a audiência de custódia ainda não foi realizada e deverá acontecer somente após a alta médica.
A Defensoria Pública pediu que o processo fosse transferido para Belo Horizonte. No entanto, o juiz entendeu que há indícios de duas tentativas de homicídio contra policiais militares ocorridas em Contagem e, por isso, decidiu manter o caso na Vara do Tribunal do Júri daquele município. A investigação continua.
Foto Ilustrativa: PMMG