As apreensões de medicamentos para emagrecer contrabandeados dispararam no Brasil. Dados da Receita Federal mostram que o valor dos produtos apreendidos saltou de menos de 1 milhão de reais em 2024 para quase 25 milhões de reais no ano passado.
Em Minas Gerais, o crescimento também chamou a atenção. Em 2025, foram apreendidos cerca de 1 milhão de reais em medicamentos desse tipo. No ano anterior, o valor havia ficado em aproximadamente 79 mil reais. Em 2023, foram cerca de 27 mil reais em apreensões.
Para a Receita Federal, o problema não está apenas na entrada ilegal desses produtos no país. Medicamentos sem registro e sem procedência conhecida também podem representar riscos para quem faz uso deles.
Isso porque não existe garantia sobre a composição, a quantidade correta de cada substância, a qualidade do produto ou mesmo as condições em que o medicamento foi armazenado e transportado.
Uma empresária de Belo Horizonte relatou ter comprado um medicamento trazido do Paraguai e utilizado o produto durante cerca de um mês. Segundo ela, os efeitos foram graves e chegaram a prejudicar sua rotina e sua autonomia.
Ao mesmo tempo em que o mercado ilegal cresce, a chegada de versões genéricas autorizadas pela Anvisa pode ajudar a diminuir o custo desses tratamentos. Em alguns casos, medicamentos que antes custavam mais de mil reais já podem ser encontrados por cerca de 300 reais.
Especialistas alertam, no entanto, que o uso de medicamentos para emagrecimento precisa ser acompanhado por profissionais de saúde. A busca por resultados rápidos não deve colocar a segurança do paciente em risco. A orientação é evitar produtos de origem desconhecida e procurar orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento para perda de peso.
Foto: Polícia Rodoviária Federal (PRF)