Três militares da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) morreram após a queda de uma aeronave da corporação na tarde de sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto de Ipatinga, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço.
As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, a primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e a primeira-tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida.
O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino à Região do Vale do Aço. O percurso tinha duração estimada de 43 minutos, e o acidente aconteceu quando a aeronave se aproximava do aeroporto de destino. Segundo informações divulgadas, a tripulação realizava um voo de recheque, procedimento de verificação operacional da aeronave Pégasus 17, um bimotor pertencente à frota da PMMG.
Após a queda, equipes do Corpo de Bombeiros e de outras forças de segurança foram mobilizadas para atender à ocorrência, realizar os trabalhos de resgate e isolar a área. Imagens registradas por testemunhas mostraram uma densa coluna de fumaça no local.
As causas do acidente serão investigadas pelos órgãos responsáveis pela prevenção e apuração de acidentes aeronáuticos.
O tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, era o piloto da aeronave. Natural de Belo Horizonte, ele comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e integrava a corporação havia mais de 20 anos. Silvestre acumulava mais de cinco mil horas de voo e era considerado o instrutor mais capacitado da Polícia Militar. Ele deixou a esposa e três filhos.
Também natural de Belo Horizonte, a primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende tinha 35 anos e acumulava cerca de 300 horas de voo. Em 2023, tornou-se a primeira mulher da PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa.
Ela ingressou na corporação em 2017 e foi declarada oficial em 2019. Antes de atuar no Comave, trabalhou como comandante de setor no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel do 41º Batalhão, ambos em Belo Horizonte. A militar havia retornado recentemente da licença-maternidade. Ela deixou o marido e dois filhos pequenos.
A terceira vítima, a primeira-tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, tinha 34 anos e era natural de Caratinga, na Região do Rio Doce. Além de atuar como pilota, ela trabalhava na manutenção das aeronaves da Polícia Militar. Segundo a corporação, Alice também acumulava aproximadamente 300 horas de voo.
