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Família de Mateus Leme quer esquecer os momentos dramáticos da escravidão doméstica de uma das filhas

07/04/2021

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Uma semana depois e a família de Mateus Leme que conseguiu reencontrar a filha que vivia em situação semelhante à de escravidão, não para de comemorar o sucesso das buscas que duraram um ano. O caso virou notícia em todo o país, abalando os moradores da pequena cidade que fica há 45 kms de Pará de Minas. Cíntia Cristina Domingos, de 34 anos, saiu de casa em 2020 atraída pela oferta de um emprego como doméstica por parte da ex-patroa da mãe.

Cíntia é aposentada, por ter uma disfunção cognitiva, e pensou em arranjar o emprego para comprar roupas e outras coisas mais. Ela saiu de casa sem avisar a família, atendendo pedido da futura patroa. Desde então a mãe, Dona Valdete Domingos, começou a procurá-la e contou com ajuda das polícias Civil e Federal nas buscas. Depois de muitas investigações, Cíntia foi descoberta na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, totalmente desnutrida, com um mioma que provoca inchaço na barriga e tremores pelo corpo.

Ela contou à polícia que sofreu muitas agressões e teve que se alimentar com restos de comida que a patroa jogava fora. Tentou fugir mas, além de ter sido apanhada em flagrante, recebeu ameaça de morte. No período em que viveu em cárcere, Cíntia também passou por outras propriedades da mulher em Betim e São Paulo. Além de ser maltratada, não recebia salário e sua aposentadoria era confiscada pela patroa.

Quando policiais a encontraram no Mato Grosso, logo providenciaram seu retorno para Minas Gerais. O reencontro de mãe e filha aconteceu no aeroporto Tancredo Neves, em BH, e de tão mal de saúde ela não reconheceu a mãe, num primeiro momento. Desde então, Dona Valdete voltou a cuidar com muito carinho de sua filha que continua traumatizada mas, aos poucos, vai se recuperando. Por causa da disfunção cognitiva, Cíntia pensa igual criança, gosta de desenhar, colorir e de pintar.

Já o trabalho das polícias Civil e federal não pára. A mulher suspeita tem 70 anos e juntamente com o filho já foi qualificada criminalmente. No entanto, os dois continuam desaparecidos. A ficha dela já era suja pois, desde a época em que Dona Valdete trabalhava em sua casa, o comportamento era desumano. Além do salário irrisório, no valor de R$300,00, a empregada só podia comer sobras de comida e ficava muito mal acomodada num quartinho dos fundos.

A história comoveu o país e também repercutiu pelas semelhanças com a novela da TV Globo “Amor de Mãe”, que vai chegando ao fim.

Foto: FLAVIO TAVARES





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