O Sindicato dos Servidores Públicos de Pará de Minas mostrou preocupação em relação ao novo percentual da recomposição salarial aplicado aos salários da categoria.
A entidade avalia que o índice aprovado não garante a manutenção do ganho real dos servidores e pode representar, na prática, uma perda, especialmente para os trabalhadores de nível elementar.
Apesar do reajuste salarial já ter sido pago na folha liberada na última sexta-feira, o sindicato apontou falhas no projeto. Um dos principais pontos criticados é o fato de não ter sido mantida a recomposição concedida em setembro aos servidores de nível elementar.
Segundo a entidade, no ano passado o reajuste garantiu um ganho real de R$112,00. Para preservar esse nível, seria necessário um índice de 6,8%. Com o percentual atual, os servidores já perdem o ganho real.
Em meio às discussões, a presidente do sindicato, Tânia Valeriano, defende que a recomposição salarial precisa ser analisada de forma mais ampla, considerando o impacto direto na valorização dos servidores e na manutenção de direitos já conquistados.
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Outro ponto levantado por ela diz respeito à ausência de um estudo claro de impacto financeiro e orçamentário anexado ao projeto de lei do reajuste. Embora a apresentação desses dados não seja obrigatória, a entidade defende que a medida traria mais transparência ao processo, permitindo uma avaliação mais precisa dos efeitos do reajuste.
Tânia também criticou as manifestações da prefeitura e o atrelamento das dificuldades financeiras do município à apresentação de atestados médicos, prática que, segundo o sindicato, penaliza trabalhadores adoecidos.
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O sindicato também apresentou um requerimento formal à prefeitura com outras demandas. Entre elas, estão o pagamento das progressões congeladas durante a pandemia e que já foram judicializadas, e a necessidade de revisão do estatuto dos servidores antes da realização de novos concursos. A entidade também defende um olhar diferenciado para a área da saúde, entendendo que ela necessita de um estatuto próprio devido às particularidades da categoria.
Foto: Eduardo Franco/Rádio Santa Cruz FM