O Sindicato dos Servidores Públicos de Pará de Minas repudiou a fala do secretário de Educação, Marcos Aurélio dos Santos, sobre o caso do aluno cadeirante que foi excluído de uma aula de música em uma creche da cidade.
O episódio se tornou público com a exibição de um vídeo na Câmara Municipal e gerou forte repercussão, levantando questionamentos sobre a inclusão na rede municipal de ensino. As imagens mostram a criança fora da atividade.
O caso ganhou ainda mais destaque com o posicionamento do secretário Marcos Aurélio, que classificou a situação como uma “falha imperdoável” e um momento “cruel”.
Para a presidente do sindicado, Tânia Valeriano Leite, essa afirmação foi infeliz, principalmente por ele atribuir a responsabilidade diretamente aos profissionais envolvidos.
Segundo Tânia, houve uma falha estrutural devido à ausência de um quinto profissional de apoio:
A sindicalista também reforçou que as professoras não devem ser responsabilizadas isoladamente e pede uma retratação por parte do secretário. Tânia Leite informou ainda que a entidade vai apurar diretamente com as profissionais da unidade escolar como ocorreu a situação, buscando compreender a dinâmica do atendimento no momento. Além disso, ela voltou a cobrar a contratação de mais profissionais de apoio para garantir a inclusão adequada de alunos com deficiência.