O crime que chocou Goiânia e Pará de Minas, ocorrido há mais de um mês, resultando na morte brutal da jovem Raiane Maria da Silva, de 21 anos, continua levantando questionamentos sobre o andamento das investigações e a atuação da Justiça.
A mãe da vítima, Alessandra Silva, relata a angústia vivida pela família, desde então, e a dificuldade na obtenção de informações sobre o andamento do caso.
Segundo ela, as autoridades não têm colaborado com a família. Todos sentem muito a ausência de apoio no processo, o que aumenta ainda mais o sofrimento diante da perda da filha:
Alessandra também manifesta preocupação com a possibilidade de falhas na condução da Justiça, temendo que o crime não tenha a punição adequada. Ela acredita, inclusive, que a filha tinha o desejo de deixar Goiânia e retornar a Pará de Minas, mas teria sido impedida.
Já o advogado da família, Thiago Gandra, esclareceu que já teve acesso ao inquérito policial, que tem cerca de 250 páginas. Ele, inclusive, solicitou habilitação para atuar como assistente de acusação, com o objetivo de defender os interesses da vítima e seus familiares. O Ministério Público já foi notificado sobre o pedido, mas ainda não se manifestou. Segundo Thiago, o suspeito foi indiciado por feminicídio.
O caso tramita na 3ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida de Goiânia e a expectativa da defesa é que, com a habilitação do processo, seja possível acompanhar mais de perto os desdobramentos, garantindo maior transparência nas etapas seguintes, enquanto o caso corre em segredo de justiça.
Raiane foi morta na manhã do dia 20 de março, no apartamento onde vivia com o namorado e um amigo, em Goiânia. Após o crime, o suspeito gravou um vídeo confessando o assassinato para a própria mãe e foi preso em flagrante.
Fotos: Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM e Reprodução Redes Sociais