Com a proximidade das eleições e os pré-candidatos iniciando a divulgação, as autoridades reforçam as ações de fiscalização e combate das irregularidades, principalmente o assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
A prática é sobre toda conduta abusiva, repetitiva ou sistemática, que expõe o trabalhador a situações vexatórias, humilhantes ou constrangedoras. É quando alguém usa de sua posição hierárquica para obter vantagens ou obrigar alguém a fazer alguma coisa sob pena de retaliação.
E como o assunto aqui é política, o assédio pode ter conotação eleitoral, modalidade que será amplamente combatida pelo Ministério Público de agora até as eleições de outubro.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, o promotor eleitoral da Comarca de Pará de Minas, André Luiz Machado Arantes, falou sobre o assunto e alertou que esse tipo de assédio pode acontecer das mais diversas formas:
O promotor garantiu que os casos que forem levados ao Ministério Público serão devidamente investigados para que os autores sofram o peso da lei.
Vale lembrar que o assédio eleitoral também é configurado quando o empregado é obrigado a usar camisa ou qualquer outro símbolo que remeta a algum candidato. E também quando o patrão ou encarregado ameaçam demitir funcionários caso seu candidato não vença a eleição, ou mesmo quando passa a perseguir o trabalhador que possua orientação política diferente da chefia.