Sem sequelas, mas com muitas dores ainda. Esse é o quadro de saúde atualizado de Marina Aparecida Ferreira, de 39 anos, a paraminense que foi picada por cobra durante uma excursão na Serra do Cipó, no dia 30 de maio.
Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros cerca de três horas depois do acidente e levada imediatamente para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde permaneceu durante três dias.
Após a alta hospitalar, Marina retornou a Pará de Minas e está se recuperando em casa. Em entrevista ao Jornal da Manhã ela contou detalhes da situação que viveu no Vale do Travessão, região do Parque Nacional da Serra do Cipó, em Santana do Riacho.
Marina participava de uma excursão com mais 17 pessoas e depois de algumas horas de caminhada se deparou com diferentes espécies de flores, se interessando por um registro fotográfico. Pouco depois foi picada por uma cobra urutu cruzeiro.
Do momento do acidente até o encaminhamento dela para a área em que o Corpo de Bombeiros se apresentou foram quase duas horas, devido ao trecho ser muito íngreme, escorregadio e cheio de pedras soltas.
Quando Marina chegou de helicóptero ao Hospital João XXIII os médicos já estavam de prontidão. Agora, passado o susto e o risco de sequelas, ela se recupera mais a cada dia:
Marina não pretende abandonar as excursões, já que gosta muito de apreciar a natureza. Mas, a partir de agora, vai reforçar a perneira, a bota de trilha e incluir na mochila objetos que passou a considerar indispensáveis, entre eles uma boa lanterna:
O local onde Marina foi picada pela cobra é um dos mais procurados por visitantes na Serra do Cipó, uma vez que o percurso reúne paisagens naturais, cachoeiras, formações rochosas e mirantes. Mas apesar das belezas naturais, a área apresenta alguns perigos, entre eles a presença de diversas espécies de serpentes.