As ações de vigilância contra a febre amarela foram intensificadas em Pará de Minas, após um alerta epidemiológico emitido pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEV Minas).
A medida foi motivada pela confirmação de casos da doença na região noroeste de Minas Gerais, acendendo o sinal de atenção para evitar que o vírus avance para outras regiões.
Embora não haja casos confirmados da doença em humanos, os macacos funcionam como importantes sentinelas da circulação do vírus. Entre 2024 e 2025, Minas Gerais confirmou 15 casos de febre amarela em pessoas, sendo que cinco evoluíram para óbito.
O alerta vem de Maria de Lourdes Liguori, da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Ela considera necessário reforçar a importância do monitoramento constante diante do cenário estadual.
Além do acompanhamento epidemiológico, a Vigilância Ambiental intensificou o monitoramento da presença de primatas e orienta a população sobre como agir se encontrar animais mortos.
A recomendação é não tocar diretamente neles e comunicar o fato imediatamente ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), já que esses primatas não transmitem a doença, mas indicam que o vírus esteja em circulação naquela região.
Foto: Prefeitura Municipal de Pará de Minas