Mesmo com o primeiro semestre letivo prestes a ser encerrado, diversos alunos da rede estadual de ensino ainda não receberam os livros didáticos do ano em Pará de Minas. A situação se repete em algumas escolas da rede, exigindo criatividade de professores, gestores e das famílias para garantir que o aprendizado não seja prejudicado.
As comunidades escolares tiveram que “se virar nos 30” para manter o conteúdo em dia. Entre as estratégias adotadas está o compartilhamento de materiais, fortalecendo uma rede de cooperação entre os gestores para minimizar os prejuízos aos estudantes.
Professores precisaram elaborar apostilas como material de apoio e os pais dos alunos colaboraram reproduzindo os materiais, enquanto as próprias escolas ofereceram suporte para aquelas que não tinham condições de arcar com os custos das impressões.
A Escola Estadual Torquato de Almeida é um dos estabelecimentos que está vivendo esta situação. A diretora Fabiana Magela Gomes Moreira informou ao Jornal da Manhã que, de fato, a ausência dos livros exigiu um esforço conjunto para que os estudantes não fossem prejudicados:
Fabiana reconhece que o envolvimento das famílias foi fundamental para o enfrentamento da situação. Ela acredita em uma melhoria de cenário apenas quando o Governo de Minas adotar um material específico para as escolas, sem depender diretamente do envio pela União.
O Jornal da Manhã procurou informações junto à Secretaria de Estado de Educação e a resposta, por meio de nota:
“A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais esclarece que não procede a informação de falta de materiais didáticos nas escolas de Pará de Minas ou em qualquer outra unidade da rede estadual de educação. No inicio do ano, as unidades escolares enviam à Secretaria de Estado de Educação as quantidades de materiais a serem utilizados ao longo do ano e são prontamente atendidas. Caso haja necessidade ao longo dos meses, eles são complementados.”
Fotos: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa reprodução Lourdes ÑiqueGrentz por Pixabay