O levantamento mensal divulgado pelo Caged, que é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, órgão do Ministério do Trabalho, mostrou o que a economia de Pará de Minas já vinha sinalizando claramente.
Pelo sexto mês consecutivo, o comércio apresentou saldo negativo no que diz respeito aos postos de trabalho. As dispensas estão acontecendo em número bem maior que as contratações e não é pela falta de mão de obra. O problema mesmo está no baixo volume de vendas.
O desempenho do varejo físico local no primeiro semestre foi cheio de oscilações, mas na comparação com o mesmo período de 2025, ainda foi melhor. De janeiro a junho deste ano foram 8.791 contratações contra 8.296 demissões. Enquanto em 2025, o total de contratações chegou a 9.139 e os desligamentos totalizaram 8.364.
Minas Gerais perde quase 46 mil vagas
Já em nível estadual, os números de Minas Gerais mostram que o comércio varejista está andando na contramão do mercado de trabalho, e eliminou quase 46 mil vagas com carteira assinada entre janeiro e junho, enquanto o mercado em geral criou 921 mil empregos no período.
Para especialistas, o movimento é influenciado por uma tempestade perfeita que se sobrepõe à taxa de desemprego nas mínimas histórias: juros altos, economia perdendo força, explosão das bets, que comprometem parte da renda, e ainda, a migração do consumidor para o ecommerce.
E o pior vem aí. Os analistas de finanças não acreditam que o desempenho do setor vai melhorar neste segundo semestre, mesmo com as tradicionais festas de fim de ano e outras datas que costumam esquentar as vendas.
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