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Oftalmologistas confirmam crescimento do número de pessoas enfrentando o ‘olho seco’

18/09/2026

O uso excessivo de telas, seja de celulares, tablets ou televisores, tem contribuído para a redução do hábito de piscar. O movimento é involuntário e parece pequeno, mas é justamente ele que ajuda a espalhar as lágrimas pela superfície dos olhos e manter a região lubrificada. 

Quando a atenção fica concentrada por horas em uma tela, a frequência das piscadas diminui e podem surgir sintomas como ardência, vermelhidão, coceira, sensação de areia e visão embaçada.

O problema tem aparecido com frequência nos consultórios de oftalmologia, inclusive entre crianças e adolescentes. Em muitos casos, são os próprios pais que percebem mudanças no comportamento dos filhos, como o aumento das piscadas ou queixas de desconforto nos olhos.

A oftalmologista Zaíra Palácio confirma que a queixa se tornou ainda mais frequente desde a pandemia, quando o tempo diante de computadores, celulares e outros dispositivos aumentou. 

E o problema não está apenas no desconforto momentâneo. É que o uso prolongado da visão em atividades de perto pode manter os sintomas. E os colírios, quando utilizados sem orientação, não resolvem a causa do problema.

Entre adolescentes, o tempo de exposição tende a ser maior porque eles já utilizam computadores e tablets para atividades escolares e, fora disso, o celular ocupa parte importante do lazer. O hábito, muitas vezes, continua dentro do quarto, inclusive em ambientes com pouca iluminação, aumentando a sobrecarga visual.

A boa notícia é que o quadro de olho seco relacionado a esses hábitos pode melhorar quando as condições que provocam o ressecamento são reduzidas. A oftalmologista explica que mudanças na rotina podem diminuir o desconforto e, em determinados casos, até reverter o quadro.

E enquanto o olho seco costuma trazer sintomas percebidos no dia a dia, outra preocupação vem sendo acompanhada pelos especialistas: o aumento da incidência de miopia na infância e a piora do quadro durante a adolescência. 

O excesso de atividades de perto, incluindo o uso prolongado de celulares e outros dispositivos, está associado a alterações no sistema responsável pelo foco e pode contribuir para a progressão da miopia.

Fotos: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa reprodução Anemone123 por Pixabay




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