O vereador de Carmo do Cajuru, João Cláudio Madureira Lacerda, conhecido como Cacá, foi colocado em liberdade após pagar uma fiança de R$ 2 mil. A decisão foi tomada pela Justiça, que converteu a prisão em flagrante em liberdade provisória, impondo uma série de medidas cautelares para proteger a ex-companheira do parlamentar.
Cacá havia sido preso na noite de sexta-feira (10), durante uma festa junina realizada no distrito de São José dos Salgados. Segundo o boletim de ocorrência, ele teria se aproximado da ex-companheira e feito ameaças de morte, exigindo que ela deixasse o local. Ainda conforme a ocorrência, pessoas que tentaram intervir na situação também teriam sido ameaçadas e agredidas. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada e realizou a prisão do vereador em flagrante.
Na audiência de custódia, o juiz Márcio Bessa Nunes homologou a prisão, mas entendeu que não havia elementos suficientes para manter o parlamentar preso preventivamente. O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à concessão da liberdade provisória, desde que fossem cumpridas medidas cautelares.
Entre as determinações impostas pela Justiça, o vereador está proibido de se aproximar da ex-companheira, de seus familiares e das testemunhas, devendo manter distância mínima de 300 metros. Ele também não poderá manter contato por telefone, aplicativos de mensagens ou redes sociais, nem frequentar a residência ou o local de trabalho da vítima.
Além disso, o parlamentar deverá comparecer a todos os atos do processo e não poderá se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial. Caso descumpra qualquer uma das determinações, poderá ter a prisão preventiva decretada. A defesa do vereador afirmou que não houve agressão e classificou o episódio como um mal-entendido.
Em depoimento, o próprio Cacá confirmou que houve um desentendimento com a ex-companheira, mas negou ter feito ameaças de morte. Segundo ele, a intenção era apenas conversar e tentar reatar o relacionamento.O vereador está em seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Carmo do Cajuru, após ser eleito em 2024 com 281 votos.
Atualmente, preside a Comissão de Serviços e Assuntos Públicos Municipais. O parlamentar, no entanto, já possui outros registros policiais. Em dezembro de 2024, ele foi preso acusado de invadir a casa da ex-companheira, agredi-la, praticar importunação sexual e ameaçá-la de morte. Na ocasião, segundo a denúncia, ele não aceitava o fim do relacionamento.
Também no ano passado, um policial militar registrou ocorrência contra o vereador por agressão e ofensas homofóbicas durante uma festa. O caso foi encaminhado para investigação pelas autoridades competentes.
Foto Ilustrativa: PCMG