Um morador de Igaratinga, de 47 anos, descobriu que seus dados pessoais podem ter sido usados em uma negociação de aproximadamente 76 mil reais para a compra de uma carga de farelo de soja. O homem procurou a Polícia Militar depois de ser informado pela empresa envolvida na negociação.
Segundo o relato, a empresa entrou em contato com o morador para tratar da compra da carga e apresentou documentos que, supostamente, seriam dele. Entre os documentos estavam informações pessoais, dados relacionados à conta de telefone e uma declaração de Imposto de Renda.
O homem, no entanto, afirmou que não fez a compra e que não reconhecia a negociação.Ao conferir a documentação apresentada pela empresa, foram encontradas divergências que levantaram ainda mais suspeitas. A foto e a assinatura que aparecem nos documentos não seriam compatíveis com as do morador.
Além disso, a declaração de Imposto de Renda apresentada também teria inconsistências e não seria o documento original. A carga de farelo de soja, avaliada em aproximadamente 76 mil reais, chegou a ser entregue e descarregada em uma fazenda localizada em uma comunidade rural de Corinto, na Região Central de Minas Gerais.
Diante da situação, surgiu a possibilidade de que tanto o morador de Igaratinga quanto a própria empresa tenham sido vítimas de um golpe.A Polícia Militar registrou a ocorrência e orientou o morador sobre as medidas que devem ser tomadas.
O caso agora será investigado pela Polícia Civil, que deverá tentar descobrir quem utilizou os dados pessoais do homem, quem fez a negociação e, principalmente, quem recebeu a carga de farelo de soja. A investigação também deverá esclarecer como os documentos com divergências foram utilizados para tentar concretizar uma compra de valor tão alto.