A sobrevivência do meio ambiente e o funcionamento da economia circular dependem, em grande parte, de um exército invisível que percorre as ruas diariamente. A estimativa é que de 15 a 20 milhões de pessoas no mundo trabalham informalmente como catadores.
Esses profissionais são os principais responsáveis por coletar, separar e comercializar metais, plásticos, vidros e papéis, evitando que toneladas de resíduos sobrecarreguem aterros sanitários ou poluam rios e mares.
Mas o reconhecimento socioeconômico da categoria ainda caminha a passos lentos, apesar da importância do serviço. Entre as dificuldades encontradas nas ruas, está a resistência cultural da população com o lixo, segundo afirmou o coletor de recicláveis, Daniel Chaid. Mas ele enxerga boas perspectivas para o futuro da profissão:
Um dos maiores obstáculos enfrentados pelos coletores é a falta da cultura do descarte consciente, por parte da população. O trabalho de busca pelos materiais é dificultado pela ausência de separação do lixo orgânico do reciclável nas residências, o que contamina os resíduos e reduz o valor de venda.
Coletores estão em tratativas com o poder público para profissionalizar a categoria e melhorar a renda, através de iniciativas de capacitação técnica, com cursos voltados para o ensino da destinação correta de cada componente e a orientação sobre como esses trabalhadores podem procurar empresas diretamente, estabelecendo parcerias formais para a coleta de grandes volumes.
Foto: Amilton Maciel/Rádio Santa Cruz FMHá 0 comentários. Comente essa notícia.