O cenário das rodovias brasileiras acendeu um alerta vermelho para a segurança viária e a saúde pública. Dados levantados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) revelam um exército de condutores em situação irregular: mais de um milhão de motoristas profissionais em todo o país estão com o exame toxicológico vencido.
Minas Gerais ocupa uma posição preocupante nesse ranking, figurando em terceiro lugar nacional, com 82.355 profissionais inadimplentes, ficando atrás apenas de São Paulo e Paraná.
A Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra) avalia esses números como um comportamento que pode estar diretamente ligado à dependência química no volante.
A obrigatoriedade do teste é para os condutores das categorias C, D e E, que operam veículos de grande porte, como caminhões, ônibus e vans. A regra exige a atualização periódica a cada 30 meses, independentemente da validade da CNH.
Ignorar essa norma é uma infração gravíssima, que pesa no bolso e no prontuário: multa de R$ 1.467,35 e sete pontos na carteira. No entanto, o setor produtivo aponta que a medida traz desafios que vão além da fiscalização.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Pará de Minas, Francisco Borges, o principal motivo para a inadimplência é o custo do exame, que onera excessivamente os trabalhadores e as empresas do setor.
O valor, que gira em torno de R$100,00, somado à burocracia, dificulta a regularização. O sindicalista defende outra forma da aplicação do exame toxicológico:
Apesar das críticas sobre os custos, o objetivo da medida é coibir o uso recorrente de substâncias psicoativas que comprometem o reflexo e a segurança de todos. E o exame deve afetar não apenas para os veteranos das categorias pesadas, mas também quem está começando.
Desde dezembro de 2025, ele passou a ser obrigatório também para quem busca a primeira habilitação nas categorias A e B, unificando o rigor técnico na formação de novos condutores no país.
Foto: Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa reprodução geralt (pixabay.com)Há 0 comentários. Comente essa notícia.