Um ramalhete de flores brancas, acompanhado de um bilhete, foi colocado na porta da casa do homem que matou o cachorro da família a tiros, na noite do último sábado, na rua Prefeito Carmério Moreira dos Santos, no centro de Pará de Minas.
Quem tomou a iniciativa foi a empresária e protetora de animais Vilma Catarina Maria Martins. Horas depois, no entanto, as flores desapareceram do local. Vilma publicou a imagem em sua rede social e escreveu uma mensagem em memória ao cão.
No texto ela disse que tudo que as pessoas fazem de bom fica marcado, mas o de ruim também. E prosseguiu: “Foi um ato de covardia, de crueldade, um cão indefeso acuado dentro de uma garagem. Mas agora já está feito, não tem como voltar atrás. Que a lei dos homens seja feita com o rigor que o caso merece”.
Testemunhas do crime continuam assustadas
E ainda sobre o caso que continua tendo grande repercussão, o delegado César Augusto Faria Freitas, que está à frente do inquérito, confirmou que o andamento investigatório vai analisar os maus-tratos contra animais, além das infrações relacionadas à posse e ao disparo de arma de fogo.
Doutor César afirmou que a morte do animal agrava a situação do suspeito, porque pela legislação brasileira houve aumento de pena para casos de maus-tratos contra cães e gatos, com previsão de punições mais severas.
Por sua vez, a vizinhança da rua onde o crime aconteceu, continua assustada já que uma situação dessas nunca tinha sido registrada por lá. Uma das testemunhas informou que o primeiro sinal foi um barulho alto, como se fosse uma bomba.
De imediato, ninguém percebeu que se tratava de um tiro, mas a percepção mudou quando o cachorro começou a chorar. Nesse momento, a testemunha pegou um celular e começou a gravar as imagens do homem que estava com a arma de fogo nas mãos.
A testemunha até pensou em gritar, mas fez silêncio com medo do atirador tentar atingi-la também. E observou que depois dos tiros, num total de 14, pai e filho ficaram olhando para o prédio para ver se alguém tinha visto.
Os vizinhos também ouviram o relato do filho do atirador, dizendo aos policiais que o pai teria consumido bebida alcoólica e remédio controlado. Ele também foi detido por fraude processual e liberado após prestar depoimento. Foi flagrado ao sair do imóvel em uma caminhonete com o corpo do cachorro.
Foto: Reprodução redes sociais.