Quatro anos após o crime, a Justiça condenou um homem de 41 anos pelo assassinato da ex-companheira, de 23 anos, no município de Bom Despacho. O julgamento foi realizado na quarta-feira (15), quando o Tribunal do Júri fixou a pena em 20 anos e nove meses de prisão, em regime fechado. A condenação levou em consideração os agravantes de asfixia e do crime ter sido cometido no contexto de violência doméstica.
O feminicídio aconteceu na madrugada de quarta-feira (2), no ano de 2022. Conforme a denúncia do Ministério Público, o casal vivia em união estável e tinha uma filha de apenas um ano e cinco meses. Na noite anterior, os dois iniciaram uma discussão que se estendeu durante a madrugada. Em determinado momento, o homem asfixiou a companheira até a morte.
Quando a Polícia Militar chegou ao imóvel, encontrou a vítima já sem vida. O corpo estava coberto por uma colcha, enquanto a filha do casal dormia em um quarto ao lado. Após o crime, o autor fugiu e só se apresentou à polícia dias depois, quando o prazo para prisão em flagrante já havia terminado. Desde então, respondia ao processo em liberdade.
Durante o julgamento, testemunhas reforçaram que o relacionamento era marcado por episódios de violência. Uma das agressões aconteceu quando a vítima estava no oitavo mês de gestação. Com a condenação, a Justiça determinou a prisão imediata do réu, que deixou o plenário escoltado diretamente para o sistema prisional.
Além da pena, o condenado perdeu definitivamente o poder familiar sobre a filha, que atualmente vive sob os cuidados de familiares da mãe. O juiz também fixou uma indenização de R$ 20 mil por danos morais à família da vítima. Segundo o Ministério Público, a condenação representa uma resposta aguardada pelos familiares desde o crime ocorrido em 2022.
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