O aumento dos casos de violência contra a mulher continua assustando a sociedade. Não passa um dia sem que os jornais tenham alguma manchete sobre esse tipo de crime.
Histórias como a jovem paraminense Raiane e tantos outros episódios que ganham repercussão nacional evidenciam uma realidade persistente e alarmante.
Especialistas apontam que, por trás desses crimes, muitas vezes existe a idealização masculina de que a mulher é uma extensão de sua posse. Essa construção tem raízes profundas na sociedade, reforçada ao longo dos séculos por um imaginário que coloca a mulher em posição de submissão.
Mesmo com avanços significativos, como a inserção feminina no mercado de trabalho, a partir da Revolução Industrial, e o fortalecimento dos movimentos sociais, esse pensamento ainda resiste em diferentes contextos.
O psicólogo Leone Mesquita falou do assunto ao Jornal da Manhã, reforçando que a continuidade dessa ideia da mulher como posse é um dos principais fatores para que homens tenham comportamentos abusivos e violentos.
Muitas situações de violência são resultado de um acúmulo de tensões, em que o agressor acredita que a vítima deve “pagar” por determinadas situações, especialmente quando há decisões como o término do relacionamento ou a saída de casa.
Por isso, Leone chama atenção para a importância das pessoas reconhecerem os sinais precoces de um relacionamento abusivo. Em alguns casos, as vítimas demoram a buscar ajuda, seja por medo, dependência emocional ou até mesmo por considerar natural a existência de comportamentos agressivos.
Por isso, a orientação é clara: ao primeiro sinal de violência a pessoa precisa buscar apoio, porque isso pode ser decisivo para se evitar o agravamento da situação:
A educação é apontada como um dos caminhos fundamentais para a mudança desse cenário. A presença feminina em espaços como a escola e o mercado de trabalho, aliada à atuação de movimentos sociais, tem promovido transformações importantes, especialmente entre as novas gerações, que tendem a se orientar mais pelo respeito e a igualdade.
Ainda assim, especialistas destacam a importância de educar pelo exemplo, tanto no ambiente familiar quanto nas instituições de ensino, como forma de desconstruir padrões prejudiciais e prevenir a violência.
Fonte imagem Capa: Gerada pelo autor com o modelo de IA ChatGPT (2026)