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Consumidores querem mangueiras transparentes na bomba dos combustíveis, mas a substituição não é possível

08/04/2021

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Além de lamentar os consecutivos reajustes da Petrobras no preço da gasolina e do diesel, o consumidor está de olho na qualidade do combustível que é vendido no varejo. Por ser um produto essencial, que está sendo comercializado a preços que chegam a quase R$ 6,00 o litro no caso da gasolina aditivada, os motoristas fazem questão de observar detalhes que possam indicar se o combustível é qualificado ou não e se está havendo fraude no abastecimento.

Prova disso é a sugestão que chegou ao Jornal da Manhã através do eletricista Rodrigo Santos. A ideia dele é que os postos substituam as mangueiras pretas das bombas de combustíveis por mangueiras transparentes. Rodrigo enxerga a iniciativa como uma forma dos postos serem mais transparentes com o consumidor, o que pode diminuir eventuais reclamações e questionamentos sobre o abastecimento. 


Diante do ponto levantado por Rodrigo Santos, o Jornal da Manhã procurou proprietários de postos em Pará de Minas para saber da viabilidade da troca. Fomos informados que a recomendação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é pelo uso das mangueiras de borracha nitrílica, material que garante a segurança do abastecimento.

Caso a mangueira transparente fosse adotada, com o tempo ela ficaria amarelada, perdendo a efetividade da transparência. Outro detalhe é que, mesmo com esse tipo de material, não é possível medir o volume do que está sendo abastecido nem identificar fraudes no combustível.

O próprio Inmetro, através de um ofício circular, trata desse assunto alegando que “o eventual uso de mangueira transparente apenas poderia, caso fosse possível visualizar o fluxo de combustível, confirmar se está ocorrendo abastecimento ou não: fato que pode ser comprovado no display da bomba ou na percepção de vibração da mangueira devido ao fluxo de líquido em seu interior.”.

Outro argumento dos postos para atestar a qualidade do serviço é que periodicamente eles são fiscalizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que coleta amostras do combustível vendido para serem analisadas em laboratório especializado. A troca das mangueiras pretas por transparentes é um assunto que já chegou, inclusive, à Câmara dos Deputados, onde tramita um projeto de Lei determinando que os postos façam a substituição. 

O texto ainda prevê sanção para o estabelecimento que descumprir a lei, podendo ser aplicada multa de R$ 5 mil por infração. A proposta, no entanto, ainda está em análise das comissões.

Foto: Rádio Santa Cruz FM/Germano Santos





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