A suspensão de uma das linhas do transporte escolar em Pará de Minas segue repercutindo e gerando debates, especialmente entre moradores do bairro Grão Pará. A medida, anunciada pela Secretaria Municipal de Educação, provocou apreensão entre pais e responsáveis, que temem impactos no deslocamento diário dos estudantes e questionam os critérios adotados pelo município.
O tema ganhou ainda mais visibilidade após manifestações públicas de representantes da comunidade e de parlamentares, que levantaram dúvidas sobre a validade jurídica da decisão.
Diante da repercussão, o vereador Cristiano Fernandes voltou a falar do assunto. Ele questiona a declaração do secretário de Educação, Marcos Aurélio dos Santos, que justificou que a suspensão da linha por irregularidades encontradas.
Na avaliação do vereador, essa questão de adequação das rotas está relacionada, principalmente, à redução de gastos e não às irregularidades apontadas.
Cristiano ainda relatou que buscou diálogo com a Secretaria Municipal de Educação, mas não teve sucesso. Ele considera importante discutir alternativas que garantam o direito dos alunos ao transporte escolar.
Na última terça-feira (13), a Prefeitura de Pará de Minas informou que a decisão de corte da rota está inserida em um processo mais amplo de reavaliação do transporte escolar.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a medida foi motivada pelo encerramento de contratos com empresas prestadoras do serviço e pela preparação de uma nova licitação, o que exigiu uma revisão técnica detalhada das linhas existentes.
Ainda segundo a pasta, durante a análise foram identificadas irregularidades na rota que atendia o bairro Grão Pará. A secretaria reforça que as ações seguem critérios legais e buscam conciliar o direito dos estudantes ao transporte com a responsabilidade administrativa na aplicação dos recursos públicos.
Foto: Lucas Barcelos: Rádio Santa Cruz FM