A preocupação ambiental tem ganhado mais espaço no meio rural, especialmente quando o assunto é o descarte correto de embalagens de insumos agrícolas.
Em um cenário em que a sustentabilidade se torna indispensável para a preservação dos recursos naturais, produtores e entidades do setor buscam alternativas para reduzir os impactos causados pelo manejo inadequado desses resíduos.
É nesse contexto que cresce a mobilização pela consciência da população rural sobre a responsabilidade compartilhada, após o uso de defensivos e outros produtos agrícolas.
A lei exige que as embalagens vazias tenham destinação adequada, já que o descarte irregular contamina o solo e os cursos d’água. A logística reversa surge como um instrumento fundamental para garantir que esses materiais retornem ao ciclo produtivo de forma segura.
Aqui na região, a Associação dos Revendedores de Defensivos e Insumos Agrícolas (Ardiacom) desenvolve esse trabalho há mais de 15 anos, reunindo empresas do setor que, por lei, são obrigadas a estruturar e manter o sistema de recolhimento das embalagens utilizadas pelos produtores rurais.
O material recolhido é encaminhado mensalmente por caminhões credenciados a uma central em São Joaquim de Bicas, onde passa por separação e destinação adequada: cerca de 95% seguem para reciclagem e o restante é encaminhado para queima controlada.
O gerente administrativo da entidade, Geraldo Sérgio dos Santos, destacou a importância do produtor devolver corretamente as embalagens após o uso, principalmente no período chuvoso, evitando que fiquem expostas à chuva ou sejam descartadas de forma irregular.
O posto de coleta da Ardiacom funciona na rodovia Pará–Pitangui, no km 7, ao lado do aterro sanitário. As embalagens podem ser entregues todas as terças-feiras, das 8h às 16h.