Verão e férias combinam com descanso, lazer e a busca por alívio para o calor, mas esse cenário também exige atenção redobrada. A procura por rios, cachoeiras, lagoas e represas em Minas Gerais é saudável, mais esses locais tão convidativos escondem riscos que podem transformar momentos de diversão em tragédia.
O aumento do fluxo de pessoas nos cursos d’água naturais tem preocupado as autoridades, principalmente quando envolve crianças e famílias inteiras. É que no mês de dezembro, pelo menos 22 mortes por afogamento foram registradas em Minas Gerais.
Muitos acidentes acontecem por descuido ou a falsa sensação de segurança, já que parte dos banhistas acredita que saber nadar é suficiente. Mas rios e cachoeiras apresentam características imprevisíveis, como correntezas, buracos, pedras submersas e variação repentina da profundidade, o que torna qualquer descuido potencialmente fatal.
Atenta a isso, a Defesa Civil de Pará de Minas está reforçando o alerta. O coordenador do órgão, Edson Cecílio da Silva, chama atenção para a necessidade de cuidados permanentes nos cursos d’água e também nas piscinas:
Fica também o alerta em relação às cabeças d’água, fenômeno comum nas cachoeiras. Elas surgem quando chuvas intensas atingem regiões mais altas do curso d’água, aumentando de forma muito rápida e sem aviso o volume de água.
A força da água surpreende os banhistas e dificulta muito a saída. Por isso, é fundamental observar a previsão do tempo não apenas no local, mas em toda a região, para que o lazer de verão não termine em tragédia.
Foto: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM