O primeiro trimestre do ano ainda nem terminou e os casos de violência contra a mulher só crescem. Os debates em torno do tema têm surtido pouco efeito frente às mortes, os estupros e outras formas de abuso em diferentes contextos sociais.
A violência de gênero pode ocorrer dentro ou fora dos relacionamentos afetivos, embora muitas vezes esteja ligada a relações marcadas por controle, dependência emocional ou financeira.
A psicóloga Silvane de Fátima Mendes adverte que nem sempre a violência contra a mulher começa com agressões físicas. É comum que o processo se inicie com comportamentos de controle, manipulação ou agressões verbais, evoluindo gradualmente para outras formas de violência.
A especialista também destaca que, muitas vezes, ao tentar ajudar ou mudar o comportamento do parceiro, a vítima se coloca em posição de maior fragilidade, deixando de perceber os próprios limites e necessidades.
Por isso, a educação e conscientização, principalmente dos meninos, é extremamente importante no enfrentamento do problema. Discutir o tema em casa, na escola e na sociedade é fundamental para quebrar padrões culturais que ainda naturalizam os comportamentos abusivos.
A denúncia também é essencial no enfrentamento da violência. No entanto, especialistas lembram que muitas vítimas têm medo, principalmente diante de ameaças ou quando familiares também são intimidados pelo agressor.
Especialistas reforçam ainda que familiares, amigos e pessoas próximas devem estar atentos a sinais de possíveis situações de violência, já que muitas vítimas permanecem em silêncio por medo ou insegurança. Nesses casos, o apoio e a orientação podem ser decisivos para romper o ciclo de agressões.
Fonte imagem Capa: Gerada pelo autor com o modelo de IA ChatGPT (2026)