A Comissão de Educação da Câmara Municipal de Pará de Minas está elaborando um relatório, para mostrar as dificuldades que as escolas da rede municipal estão enfrentando com o corte dos chamados professores apoio, que são responsáveis pelo atendimento dos alunos com necessidades especiais.
Por medida de economia, a Secretaria Municipal de Educação demitiu 83 profissionais e, desde então, as reclamações se avolumam. Os professores alegam excesso de trabalho e admitem que o baixo desempenho tem afetado a qualidade do atendimento.
Os pais, por sua vez, manifestam preocupação com a nova realidade e têm buscado apoio da Câmara. Como o volume de reclamações vem crescendo, os vereadores que fazem parte da Comissão de Educação passaram a visitar os estabelecimentos de ensino que prestam esse atendimento.
A comissão é formada por Irene Melo Franco, Geraldinho Cuíca e Vinícius Alves. Nas visitas eles têm ouvido muitas reclamações e estão conscientes dos prejuízos que os cortes estão causando.
Ao citar exemplos, a vereadora Irene mencionou a Escola Dom Bosco, onde o número de professores caiu pela metade. Eram 24 e agora são 12, divididos em dois turnos:
Já a vereadora Camila Mão Amiga apresentou requerimento na Câmara, solicitando explicações mais detalhadas da Secretaria de Educação. Ela é terapeuta ocupacional, especialista em transtorno espectro autista.
Camila está assustada com a situação, e cobra da secretaria informações que vão desde os critérios dos cortes, até o número total de professores apoio e dos alunos. Ela também quer saber o número de alunos com laudo médico e com pedido aberto para avaliações:
O secretário de Educação, Marcos Aurélio dos Santos, justificou as demissões com a necessidade de enxugamento da folha, devido ao inchaço da prefeitura. Garantiu, no entanto, que as dispensas não afetariam a qualidade do ensino. Ao que parece, não é isso que vem acontecendo.