Mesmo após tanto tempo de fechamento, moradores seguem inconformados com a interdição dos poços artesianos, minas e nascentes utilizados para consumo próprio.
Dois meses depois da medida, as reclamações continuam, principalmente por parte de quem dependia deles como alternativas de água e agora cobra explicações e a possível liberação para uso novamente.
O fechamento dessas fontes ocorreu durante o surto de diarreia que acometeu o município e, segundo as autoridades, foi uma decisão tomada por precaução.
Exames laboratoriais realizados pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED) constataram contaminação microbiológica da água, com presença de coliformes totais e da bactéria Escherichia coli, indicativos de contaminação fecal. As análises apontaram níveis de contaminação até 30 vezes superiores ao limite considerado tolerável.
E em meio a tantas dúvidas sobre o fechamento, Vagner Martins, da Minas Filtros, reforçou que há, sim, possibilidade de contaminação quando não há controle e análise adequada. Segundo ele, a água pode apresentar bactérias invisíveis a olho nu, mesmo sendo de poços artesianos.
O especialista também destacou a importância de realização de análises periódicas da água e aplicação dos tratamentos necessários, como a cloração, garantindo que o consumo seja seguro.
Diferentemente das fontes alternativas, a água distribuída pela concessionária Águas de Pará de Minas passa por rígidos processos de controle e é regulamentada, o que assegura que não haja contaminação bacteriana no abastecimento feito pelas concessionárias.
Atualmente, o mercado oferece diferentes tipos de filtros de água, que funcionam com múltiplas barreiras de proteção, possuem selo do Inmetro e ajudam a reter impurezas e micro-organismos.
Ainda assim, especialistas reforçam que o tratamento correto é indispensável e lembram que a água “da torneira” segue padrões técnicos e não apresenta contaminação por bactérias, garantindo segurança para a população.
Fotos: Amilton Maciel/Rádio Santa Cruz FM e Prefeitura Municipal de Pará de Minas