A população de Onça de Pitangui recebeu com grande entusiasmo a confirmação de que a cidade vai assumir papel importante nas operações da Jaguar Mining.
Especializada na exploração e extração de ouro, a empresa pretende concentrar em Onça de Pitangui seu principal vetor de crescimento nos próximos anos.
O projeto está avaliado em US$40 milhões (R$205 milhões) e deve entrar em pena operação entre 2029 e 2031. A empresa está na fase final do licenciamento ambiental e logo depois ela pretende iniciar a construção da mina, já em 2027.
O empreendimento recebeu o nome de Projeto Onças de Pitangui, segundo informou o CEO, Luis Albano Tondo. Segundo ele, em plena capacidade a nova mina vai adicionar 42 mil onças de ouro à produção anual da empresa.
A perspectiva da Jaguar é que o projeto responda por um terço da produção, abrindo espaço também para futuras ampliações, na medida em que novos recursos minerais forem convertidos em reservas.
Luis Albano informou ainda que todos os trâmites já foram definidos junto às autoridades municipais e representantes da comunidade. Ele frisou que o crescimento da empresa depende da manutenção de uma relação de longo prazo com as comunidades que recebem as operações da Jaguar Mining.
Quanto ao fato da mineração gerar impactos, o empresário garantiu que todas as medidas serão tomadas para minimizar eventuais problemas, através de um projeto moderno que também vai ajudar na criação de empregos, renda e investimentos.
Investimentos em Minas Gerais
O aporte da Jaguar Mining em Onça de Pitangui faz parte de um plano de expansão da companhia para se transformar em uma produtora de ouro de médio porte. No total, a empresa projeta investir entre US$170 milhões e US$190 milhões em Minas Gerais até o ano de 2030.
Ela detém atualmente cerca de 46 mil hectares de direitos minerários no Quadrilátero Ferrífero, com expectativa de chegar a 20 mil metros de sondagem em cinco anos. Atualmente, a Jaguar opera o Complexo MTL, que reúne a Mina Turmalina e sua planta de processamento, e o Complexo Caeté, formado pelas minas Pilar e Roça Grande, além da planta de beneficiamento de Caeté.
A empresa também mantém o Complexo Paciência em regime de preservação e manutenção, um conjunto de ativos com capacidade instalada que poderá sustentar futuras oportunidades de expansão.
Foto: Jaguar Mining/Divulgação