A disparada do consumo das famosas canetas emagrecedoras, principalmente o Mounjaro, levou especialistas a reforçar o alerta sobre a entrada de produtos ilegais no Brasil, com destaque para aqueles que vêm do Paraguai.
Embora a Anvisa permita a comercialização de versões autorizadas da tirzepatida, especialistas afirmam que muitos produtos vendidos fora da rede regular não tem garantia de origem, qualidade ou de segurança.
A cardiologista Carolina Paiva destaca os perigos do uso das versões falsificadas ou manipuladas sem controle adequado. Segundo a médica, muitas vezes não há sequer garantia de que o produto realmente contenha os componentes indispensáveis:
O endocrinologista Lucas Freitas Pereira de Souza explica o aumento da procura por medicamentos clandestinos diante do alto custo das versões originais.
O especialista ressalta que medicamentos produzidos sem controle sanitário tornam os efeitos imprevisíveis e podem colocar o paciente em risco.
Essas canetas são feitas em ambientes que não seguem normas de assepsia, com matérias-primas baratas e dificilmente rastreáveis. Os frascos superconcentrados, vendidos para múltiplos pacientes, ainda ampliam o risco de contaminação.
Além dos problemas relacionados às canetas emagrecedoras, ele chama atenção para outra prática que tem crescido no meio fitness: o uso da insulina com finalidade estética.
Apesar de ser um medicamento essencial para pessoas com diabetes, a substância tem sido utilizada por outras pessoas na tentativa de ganhar massa muscular. No entanto, não existem estudos que comprovem a segurança do uso em indivíduos não diabéticos, e os riscos incluem episódios graves de hipoglicemia, que podem trazer consequências imediatas e potencialmente fatais.
Fotos: Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa reprodução Peter Stanic por Pixabay